VINDIMA

A vindima é o processo mais delicado na produção de vinho e que por isso exige uma maior concentração e cuidado em todo o processo. A data em que a vindima é feita depende da avaliação de uma equipa laboratorial e de campo que acompanha de perto as uvas para descobrir o ponto óptimo de maturação de cada casta, tendo em conta, principalmente, o grau alcoólico provável e maturação dos taninos.

Depois de identificar quando cada casta está no ponto pretendido, o processo como a uva é colhida, seleccionada e transportada é essencial para que os vinhos tenham os padrões de qualidade que pretendemos.

A Adega Mayor aposta numa vindima manual que permite uma melhor selecção da uva no momento da apanha e um maior cuidado com a matéria-prima.

De seguida, os cachos são depositados em caixas de 15 kg e rapidamente rebocados para a adega onde a uva chega já separada por casta e parcela. Aí, é feita uma nova selecção mais minuciosa da uva numa mesa de escolha.

Nessa altura, são também efectuadas análises laboratoriais à uva para medir a densidade, temperatura, álcool provável, acidez total, pH, fenóis totais esperados. Todo o processo de recepção decorre de forma a ser o menos agressivo possível para a uva. Seguimos a máxima de que devemos interferir o mínimo possível no processo, optando pela encuba por gravidade para evitar dilacerações e oxidações.

Na adega, as vinificações são realizadas com o mais moderno equipamento e tecnologia, incluindo o uso de um robot pigeur e o controlo de temperatura; as fermentações são levadas a cabo em cubas de inox e balseiros de dez mil litros de carvalho francês.

Todo o processo de fermentação é de um minucioso controlo analítico e análise sensorial permanente. Nos vinhos tintos, apostamos em macerações com durações variáveis, em função das castas, que nos permitam extrair o melhor que cada uma tem para nos oferecer. Nos vinhos brancos, estamos determinados a evitar as oxidações, com a máxima extracção dos aromas varietais, aplicando técnicas como a criomaceração.

Mais tarde e decorrente das análises sensoriais efectuadas, decide-se o destino dos vinhos. Estes são colocados em inox, ou são direccionados para as barricas de carvalho (ou balseiros) onde estagiam entre seis meses a ano e meio.

As barricas de que dispomos são maioritariamente de carvalho francês (cerca de 90% do total de barricas) e com volume de duzentos e vinte e cinco litros. Testamos também outras origens (carvalho americano ou do Cáucaso), outros volumes (como quatrocentos litros) e várias tostas.

Para que o vinho tenha a melhor qualidade possível, a vindima é executada colocando a par todo saber que o homem conhece desde os tempos mais antigos com as mais modernas tecnologias.

 

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